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MECANISMO DO PROCESSO BIOCORROSIVO

BIOCORROSÃO 3/5

A Biocorrosão, ou Corrosão Induzida por Microrganismos (CIM), é a degradação de materiais causada ou acelerada pela atividade de microrganismos. Bactérias e fungos formam biofilmes nas superfícies, alterando reações eletroquímicas e excretando ácidos e gases corrosivos.

O termo biofouling refere-se ao acúmulo indesejável de depósitos biológicos sobre uma superfície. Este depósito pode conter microorganismos (microfouling) e macroorganismos (macrofouling).

O biofouling resulta do acúmulo de biofilmes.

A presença de biofouling pode ocorrer tanto em fluxos turbulentos como em águas paradas, sobre diversos tipos de superfícies, metálicas ou não, lisas ou em fissuras.

Materiais não metálicos, como concreto, argamassa, gesso e madeira, sofrem biodeterioração.

AGENTES BIOCORROSIVOS

Os microrganismos que possuem atividade biocorrosiva distribuem-se em 3 principais grupos:  BACTÉRIAS, FUNGOS e ALGAS.

BACTÉRIAS BIOCORROSIVAS

      Muitas das bactérias relacionadas aos processos de corrosão fazem parte do ciclo do enxofre na natureza. O enxofre elementar e várias de suas formas oxidadas são produzidas por bactérias oxidantes do enxofre. Estas apresentam distintas características metabólicas e participam de diferentes maneiras dos processos de biocorrosão e biodeterioração de materiais.

As bactérias oxidantes de enxofre, geralmente são representadas pelo gênero Thiobacillus , microorganismos aeróbicos que utilizam o dióxido de carbono como principal fonte de carbono. O T. thioxidans  é capaz de oxidar 31 gramas de enxofre por grama de carbono, o que acarreta uma elevada acidez no meio, devido à produção metabólica de ácido sulfúrico. Essa elevada acidez confere grande agressividade ao ambiente, não apenas sobre superfícies metálicas mas também em estruturas de pedra e concreto.

As bactérias oxidantes de ferro, tem em comum a capacidade de oxidar o ferro ferroso a férrico. O isolamento e manutenção destes isolados oxidantes de ferro, torna-se uma difícil tarefa. Entre as bactérias ferro-oxidantes freqüentemente vinculadas a processos de corrosão, podemos citar os gêneros Gallionella e Siderophacus ambos pertencentes à família Caulobacteriaceae. As bactérias oxidantes de ferro, apresentam coloração marrom-amarelada.

FUNGOS BIOCORROSIVOS

Os fungos são organismos eucarióticos e, embora apresentem paredes rígidas como os vegetais, não possuem clorofila; sendo microorganismos heterótrofos. Produzem hifas aéreas com esporos assexuados na extremidade (conídios) ou no interior de uma estrutura (esporângios); apresentam também esporos sexuados relacionados com a reprodução. Os fungos crescem em ambientes que não são tolerados pelas bactérias (baixa umidade e pH ácido). Necessitam de menores concentrações de nitrogênio que as bactérias e são capazes de crescer em ambientes anaeróbicos. Entre os fungos relacionados à biocorrosão temos o Hormoconis resinae, Fusarium e Trichosporon, sendo o primeiro mais agressivo.

Fotomicrografia (MEV) de micélio fúngico em ataque a uma liga de alumínio em um sistema água/combustível

Desenvolvimento de “cogumelos” Basidiomicetos sobre revestimento de concreto apresentado biodegradação evidente: as regiões ferruginosas são compostas de biofilme.

ALGAS BIOCORROSIVAS

As algas biocorrosivas não corroem os metais sozinhas, mas atuam de forma indireta nos processos de biocorrosão ou corrosão microbiologicamente influenciada (CMI). Elas formam biofilmes que esgotam o oxigênio em áreas localizadas da superfície metálica, alteram o pH e criam um ambiente simbiótico propício para bactérias agressivas, como as bactérias redutoras de sulfato (BRS).

Algas calcárias.

Características anatômicas e fisiológicas dos microrganismos que influenciam na corrosão:

Grande velocidade de reprodução;

 Alta relação superfície/volume;

 Atividade e flexibilidade metabólica de troca com o meio;        

 Distribuição uniforme no ambiente.

Conclusão

Portanto, esses são os agentes facilitadores do processo de biocorrosão, as algas que abrem o caminho para a adesão das bactérias e fungos, possibilitando a formação do biofilme.

Na próxima publicação discutiremos o mecanismo microbiano que se estabelece na biocorrosão.

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Sua operação enfrenta corrosão sem explicação? O diagnóstico correto começa pela análise microbiológica do sistema. 

spssDiniz – 08/8/2026

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